Pleroma heteromalla
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Bico-chato-amarelo
Tolmomyias flaviventris
Yellow-breasted Flycatcher
Família: Tyrannidae

Subespécie local: Tolmomyias f. flaviventris, distribuída no Brasil oriental.

Sinónimos: Muscipeta flaviventrisWIED 1831;   

Bico-chato-amarelo (Tolmomyias flaviventris)
13/07/2008; RPPN Mãe-da-Lua, Itapajé, Ceará, Brasil. Lente 300 mm f2.8.

Figura 1. O bico-chato-amarelo é abundante em Caatinga arbórea, Cerrado, e outros hábitats, incluindo jardins. Contudo, não é bem conhecido dos moradores rurais, e não sei de qualquer nome vernacular de uso comum. Nemhuma das pessoas que as vezes trabalham na RPPN Mãe-da-Lua soube identificar as vocalizações altas e frequentes de Tolmomyias flaviventris. Esta falta de atenção significa, no fundo, também algo de positivo: pássaros que não são comestíveis, que não servem para a gaiola, e que nem sequer são notados, têm melhores chances de sobrevivência.

Ochre-lored Flatbill (Tolmomyias flaviventris)


A pequena foto na direita foi tomada em luz fraca, porém ilustra bem os loros de cor ocra, que quase não se notam nas figuras 1 e 2. Observe também o bico chato e suas cores: escuro acima, claro abaixo.

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Bico-chato-amarelo (Tolmomyias flaviventris)
15/05/2010; RPPN Mãe-da-Lua, Itapajé, Ceará, Brasil. Lente 300 mm f2.8.

Figura 2. Este Tolmomyias flaviventris leva comida para sua prole. Mas ele parece estar com medo de mim ou da minha câmera, e não entra directamente no ninho (mostrado na fig. 3). Em vez disso, ele pousa no galho de uma árvore nas proximidades, para verificar a situação. Uma boa oportunidade para uma foto.

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Bico-chato-amarelo (Tolmomyias flaviventris)
15/05/2010; RPPN Mãe-da-Lua, Itapajé, Ceará, Brasil. Lente 300 mm f2.8.

Figura 3. Este ninho de Tolmomyias flaviventris estava pendurado no galho de um Jucazeiro (Caesalpinia ferrea) na frente da minha casa na RPPN Mãe-da-Lua, cerca de 2 metros do meu alpêndre. Olhei todos os dias, enquanto o ninho estava sendo construído, e mais tarde tirei fotos (veja também a fig. 2) dos pais trazendo comida para a prole. O ninho tem uma abertura em forma de túnel na parte inferior. Os pássaros abordam o ninho de baixo (foto), e voam diretamente, e muito rápido, na entrada. Dentro de uma fração de segundo, elas desaparecem no ninho. Saem dele deixando-se cair para fora da abertura.

O ninho acabou por ser bastante durável. Um ano depois, ele ainda estava lá, e vi um par de bicos-chatos-amarelos (os mesmos indivíduos?) investigando-o. Eles não o reutilizaram, mas talvez reciclaram alguns dos materiais de construção. De qualquer maneira, o jucazeiro inteiro caiu logo depois, e esse foi o fim da história.

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